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7.9.19

Dois limeriques



I
Deitava numa rede a balançar,
o tempo todo querendo descansar.
            Alto sonhava
            e logo pensava
em esperar, esperar, esperar...


II
Pensou saber da vida o sentido
e julgou-se um grande entendido.
            Analisou, arguiu
            e por fim descobriu:
não sabia, mas julgava compreendido.
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Publicados na Antologia Paulista - Vol.12
Rumo Editorial - São Paulo - 2019


10.11.08

Limericks para uma praça


















Escondido por trás da vidraça,
olhava o movimento da praça:
pombos, pipoqueiros,
trajes domingueiros...
O domingo era muito sem graça...

Na segunda-feira novamente olhava
e outra gente por alí estava.
Sons exaltados,
corpos suados,
Da gente que alí labutava...

Na terça olhava de novo a janela
e já sabia que gente era aquela
suando e correndo,
gritando, vivendo...
Cada qual com a sua mazela...

Na quarta-feira, de novo espiando,
as mesmas coisas acabou avistando.
Como todo dia
a mesma euforia
da mesma gente se acotovelando.

Assim também foi na quinta-feira:
gritaria, algazarra e muita corredeira.
Sempre tal e qual,
e do mesmo igual...
Sempre a mesma praça-pasmaceira.

Sexta-feira choveu, a praça se molhou
E além da chuva, pouco ou nada mudou
Desempregados, vendedores,
vagabundos, sofredores...
Por pouco a praça não naufragou.

Então veio o sábado, finalmente
e a praça começou a ficar diferente.
alguma melodia,
apenas metade do dia...
e a praça anoiteceu, calmamente...

Na manhã seguinte surgiu outra tela,
pintada no vidro da sua janela:
casais de namorados
por todos os lados...
Aos domingos, é que a praça era bela!

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Publicado na I Antologia Paulista da Sobrames-SP
Legnar Informática e Editora - São Paulo - 1999
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Limerick














A cena, comovente, era tão bela...
Cintilante, iluminada numa tela.
      Porém o comercial
      Colocou ponto final
em mais um episódio da novela.

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Publicado na I Antologia Paulista da SOBRAMES-SP
Legnar Informática e Editora (setembro de 1999)
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19.10.08

Dois Limericks




















I
A moça tem olhar penetrante
e cada curva do corpo insinuante.
     Um velho aprecia,
     olha... não sacia...
Que saudade de um tempo distante!

II
Não se percebe a solidão
de cada um nessa multidão.
     Ruídos, buzinas,
     Malandros, esquinas...
Grande cidade, de um só coração.

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Publicado na "I Antologia Paulista" da Sobrames-SP
Legnar Informática & Editora (São Paulo - 1999)
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